História do botão – de ornamento a fecho

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História do botão – de ornamento a fecho

Uma breve história do botão: existe há milénios, mas no início era um ornamento cosido sobre a peça de roupa e não um fecho. O botão com casa, tal como o conhecemos hoje, difunde-se na Europa no século XIII. Desde então os materiais mudaram – osso, metal, madrepérola, corozo, plástico – mas o princípio continua o mesmo.

O que é um botão

O botão é um pequeno objeto, normalmente redondo, que se cose ou aplica na peça de roupa e passa por uma casa ou presilha para a manter fechada. Num sentido mais amplo, chamamos também botões aos elementos decorativos de forma semelhante. Em português diz-se botão, no plural botões, e casa de botão para a abertura por onde passa. Em inglês o botão é button, em alemão Knopf e em francês bouton.

A história do botão na Antiguidade – ornamentos e não fechos

Os arqueólogos encontram objetos em forma de botão feitos de conchas, osso e pedra com milhares de anos. Têm furos para serem cosidos, mas serviam sobretudo de ornamento, sinal de estatuto ou amuleto. Na Antiguidade, as roupas prendiam-se principalmente com cintos, atilhos e fíbulas – alfinetes metálicos com mola, semelhantes ao atual alfinete de ama. Romanos e gregos usavam fíbulas e broches, e não botões com casas.

Este é um pormenor importante: o botão em si é antigo, mas a ideia de o passar por uma abertura no tecido surge muito mais tarde.

A Idade Média e o nascimento da casa de botão

No século XIII aparece na Europa a casa de botão – uma abertura reforçada no tecido por onde passa o botão. É uma pequena revolução técnica. As roupas passam a poder ajustar-se ao corpo sem terem de ser cosidas diretamente sobre a pessoa. A moda aproveita rapidamente: nas mangas e na frente das peças alinham-se dezenas de pequenos botões, que se tornam símbolo de riqueza.

Os botões dessa época eram feitos de osso, corno, madeira, metal e tecido. Nas grandes cidades surgem guildas de botoeiros que preservam o ofício e definem padrões de qualidade.

Séculos XVIII e XIX – a indústria do botão

No século XVIII, o botão é uma verdadeira peça de joalharia no vestuário aristocrático – em prata, metal dourado, esmalte, porcelana e até com miniaturas pintadas. Ao mesmo tempo cresce a produção de botões metálicos mais simples para fardas militares. Os botões de farda com emblemas em relevo continuam a ser, ainda hoje, um exemplo clássico do botão como portador de identidade.

No século XIX, a industrialização transforma o botão num produto de massa:

  • as máquinas de estampagem permitem a produção em série de botões metálicos;
  • os botões de madrepérola feitos de conchas tornam-se o padrão nas camisas;
  • surge o corozo – a semente da palmeira tagua, chamada «marfim vegetal», que se trabalha como o osso e se tinge com facilidade;
  • impõe-se também a medição em linhas (ligne), que ainda hoje se utiliza.

Século XX – os plásticos e a moda de massa

No início do século XX aparecem os primeiros plásticos – caseína, celuloide e, mais tarde, baquelite. Permitem botões em cores e formas que os materiais naturais não conseguem oferecer. Depois da Segunda Guerra Mundial, a resina de poliéster vai substituindo a maioria dos materiais na confeção em série: é barata, resistente, aguenta a lavagem e consegue imitar corno, madrepérola ou pedra.

No mesmo período desenvolvem-se também os botões metálicos de prensa – o botão de ganga e o botão de pressão, que não se cosem mas se aplicam à máquina. Acompanham a ascensão da ganga e do vestuário de trabalho.

O botão hoje

Hoje o botão combina função, design e história. As marcas de moda usam botões com logótipo gravado como sinal de autenticidade, e a moda sustentável faz renascer o interesse pelos materiais naturais – corozo, madeira, coco, corno. Ao mesmo tempo, o poliéster continua a ser o material principal na produção em série, pelo preço e pela qualidade estável.

PeríodoPapel do botãoMateriais típicos
Antiguidadeornamento, amuletoconcha, osso, pedra
Séculos XIII–XVIIfecho com casa, sinal de estatutoosso, corno, madeira, metal, tecido
Século XVIIIjoia, insígnia de fardaprata, dourado, esmalte, porcelana
Século XIXprodução em massametal estampado, madrepérola, corozo
Séculos XX–XXIfunção e brandingplásticos, poliéster, metal, materiais naturais

O que podemos aprender com a história do botão

A história mostra que o botão sempre foi mais do que um fecho. Falava do estatuto do seu dono, da sua pertença a um exército ou a uma guilda – e hoje fala da marca. Por isso, também no vestuário atual vale a pena escolhê-lo de forma consciente: o material, o acabamento e o logótipo do botão fazem parte da narrativa da coleção.

Se procura um botão com carácter histórico, repare nos botões de corozo, usados há mais de um século, ou nos clássicos botões metálicos com emblema em relevo, herdeiros dos botões de farda.

Os botões nos trajes tradicionais

Nos trajes populares de muitos países europeus – também no traje tradicional búlgaro, terra de origem da Polkom – os botões e os fechos ocupam um lugar especial. Botões de prata e de metal, grandes fivelas ornamentais e vários fechos decorativos faziam parte do traje de festa e eram muitas vezes transmitidos de geração em geração. Mostram que o botão foi, ao mesmo tempo, um objeto prático e um sinal de pertença, de riqueza e de gosto.

Polkom – tradição e produção moderna

A Polkom é um fabricante búlgaro de botões com mais de 30 anos de experiência. Oferecemos botões em materiais naturais, sintéticos e metálicos, bem como produção segundo o seu design – incluindo com logótipo e emblema em relevo. Envie-nos um pedido e faremos uma amostra para a sua coleção.

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Perguntas frequentes

Desde quando existem os botões?
Objetos em forma de botão feitos de conchas, osso e pedra são conhecidos há milénios. No início, porém, serviam de ornamentos e amuletos. O botão como fecho, que passa por uma casa no tecido, difunde-se na Europa no século XIII e desde então é um elemento essencial do vestuário.
Como se escreve botão no plural?
Em português, o singular é «botão» e o plural é «botões», como acontece com muitas palavras terminadas em «-ão» (por exemplo, limão – limões). A abertura no tecido por onde o botão passa chama-se «casa» ou «casa de botão». Estas formas são as corretas em textos escritos, fichas técnicas e catálogos.
Como se diz botão em inglês?
Em inglês, o botão é button e a casa de botão é buttonhole. O botão com pé é shank button, o botão de pressão é snap button ou press stud e o botão de ganga é jeans button ou tack button. Estes termos são úteis quando trabalha com catálogos e especificações estrangeiras.
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